Dia do Jornalista
E já que todo mundo é jornalista, parabéns pra todo mundo!
Finalmente um feriado inclusivo de verdade, heim?
Mídias sociais e a “revolta” brasileira
Na internet, já não é mais novidade: um dos assassinos do menino João Hélio, 6, arrastado por um carro em movimento ano passado, após cumprir pena e completar a maioridade, será levado por uma ONG para a Suíça, junto com a família. O assunto logo subiu para os Trending Topics do Twitter e permanece lá já há alguns dias, trazendo opiniões no mínimo acalouradas e discordantes:
@PLINI0R0DRIGUES: Joao Helio não vai conhecer a Europa. Nunca irá a Disney ou outro lugar. Seu assassino vai a suas custas para a Suiça. Pense sobre isso.
[...]
@matdecarvalho: Porra! o negócio do João Héliode novo? O certo era o que? Deixar o maluco e a família morrerem também? Grande senso de justiça o de vocês.
Não era para menos, afinal, o assunto levanta diversos tipos de polêmica: a discussão da maioridade penal, do sistema penitenciário e de medidas de reintegração à sociedade. Ou seja, um belo punhado de assuntos espinhosos e que, sabemos, ainda levarão um tempinho - sendo bastante otimista - até serem devidamente tratados pelas autoridades.
*update: Quanto a discordar ou concordar, prefiro me abster. Mas gostaria de pensar um pouco sobre esses "levantes" de opinião que o Twitter traz. E no quanto eles realmente têm alguma repercussão ou, sequer, função de debate. Um apanhado de ideias soltas, caóticas e isoladas não significam, necessariamente, um debate. Por mais que ainda haja algum cerne de incômodo nos brasileiros, já era tempo de saber que não adianta só falar ao vento. É bom pensar no que isso difere, na prática, de falar para o próprio espelho. O debate sobre esse tema poderia ser saudável e pertinente, de fato, mas ainda não se estruturou como tal. De qualquer forma, já é um algum começo ver o tema circulando com mais força por aí.
O jornalismo na era do Twitter: apuração, cadê?
Estava lendo umas matérias em portais online e reparando como cada vez mais o twitter é a fonte principal - e às vezes única - de informações para os jornalistas.
O que vem acontecendo bastante nesse esquema de matérias é que o jornalista simplesmente seleciona tweets supostamente relevantes e reproduz aquilo que a celebridade x ou y disse na rede social. Coisa que poderia ser feita por qualquer um que tenha uma conta no Twitter. O trabalho do jornalista aí se resume a dar um bom e velho CTRL+C, CTRL+V da declaração, escrever uma cabeça para a matéria e colocar no ar. Quase não há mais apuração, o que resulta num monte de matérias superficiais que sequer precisavam ter sido feitas - bastava o portal reproduzir a sequência de tweets, a conta da celebridade em questão e fim, nenhum trabalho de redação ou de crítica exigidos.
Nesse sentido, realmente, por que discutir a necessidade ou não de um diploma se é assim que o jornalismo está sendo feito - nas coxas? O usuário quer a informação mais rápido e ganha o portal que der primeiro? Sim, isso não está sendo discutido. Mas o quanto realmente se ganha em qualidade, quando a informação é tratada dessa maneira? A que se reduziu o papel do jornalista, especialmente o do jornalista para veículos online, nessa situação? Ele passa a ser um mediador de informações não necessariamente confiáveis entre as redes sociais e o público? Mas se o público já está nas redes sociais, qual o diferencial que está sendo promovido?
Enfim, tal qual Sandy disse em seu Twitter sobre a situação do Haiti e das chuvas no Brasil: pense nisso.
Ah, não, não sigo Sandy. Li num portal online.
Site colaborativo sobre o Haiti
Um grupo de jornalistas já tinha o projeto no papel há muito tempo, mas as recentes tragédias no Haiti fizeram com que os planos finalmente fossem levados à prática. O Haiti.org.br é um portal jornalístico que reúne informações, notícias, reportagens, entrevistas em primeira mão sobre o país, por meio de jornalistas independentes e colaboradores:
O projeto Haiti.org compreende a informação como um direito humano e o jornalismo como um pilar da democracia. Acreditamos que somente por meio de debates plurais e diversos sobre o tema envolvendo os agentes sociais desse processo e da realização de investigações livres, sem vínculos partidários e de interesses prévios, podemos construir uma retrato fiel da situação desse país miserável e rico, tão próximo dos brasileiros e sul-americanos.
Ótima iniciativa, vamos ficar de olho. Confira: haiti.org.br
Fim de ano!
Gente, não queremos entrar na discussão infindável de se vai iniciar uma nova década ou não.
Também não queremos relatar o que houve de melhor ou de pior, nesse ano que está acabando.
Só queremos desejar tudo o que possa vir de melhor no ano que vem.
E que esse melhor venha a cada dia, a cada minuto, a cada segundo.
É, fim de ano é época de ser breguinha e a gente não quis ficar de fora.
Feliz 2010!
E, [mkt]se precisarem de assessoria de comunicação, já sabem, né?[/mkt]
Mídia e meio ambiente
Nada mais em voga do que falar em sustentabilidade - esperamos que por questão de consciência mais do que por questão de "assunto do momento" ou de "politicamente correto". O burburinho aumentou ainda mais com a tal conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, em Copenhaguem, com a presença dos principais líderes do mundo.
Os chefes de Estado concordam que é preciso rever o modo de produção industrial e mudar práticas sociais para evitar as catastróficas mudanças climáticas previstas por especialistas, mas relutam estabelecer metas ousadas que possam prejudicar suas economias.
Fonte: Observatório da Imprensa.
Não se pode negar a importância dos meios de comunicação nesse processo, tanto de conscientização e alerta da população quanto de cobrar medidas ambientais dos governos envolvidos. E é o momento de perguntar: a mídia está cumprindo esse papel? Ou será que, passada a conferência, o tema logo será escanteado para cadernos menos lidos dos jornais?
Os meios de comunicação conseguem alertar à população para o fato de que as mudanças climáticas já podem ser sentidas no Brasil – e que cada cidadão pode fazer a sua parte na preservação do planeta?
Fonte: Observatório da Imprensa.
Certamente, cada cidadão pode fazer a sua parte. E a parte que cabe aos meios de comunicação é um tanto mais gordinha. E os reles mortais vamos tentando com o que podemos, pois as pequenas coisas fazem a diferença.
Então, nosso conselho de hoje é: não deixe a água da torneira aberta só para mimar seu gato, só porque ele tem um vício louco de beber água corrente. No final das contas, ele fica mais tempo olhando a água cair do que bebendo.
Na verdade, essa dica é para mim. Mas vale a sugestão.
Universidade Federal de Pernambuco fecha parceria com a Microsoft
Estudantes, docentes e servidores técnico-administrativos da UFPE agora poderão ter acesso gratuito à licença do Windows e outros produtos da Microsoft, para uso pessoal, exceto do pacote do Office. O acordo foi fechado pela Pró-Reitoria para Assuntos de Pesquisa e Pós Graduação (Propesq), com apoio do Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI), através do MSD Academic Alliance Program, que dá acesso de programas credenciados da Microsoft, a estudantes e funcionários de universidades cadastradas. A licença obtida pelo usuário é por tempo indeterminado. Quem quiser utilizar a nova possibilidade, precisa estar cadastrado no Sig@ e acessar o e-mail gerado pelo sistema.
Informações: msdnaa@ufpe.br
Internautas também podem mandar propostas para a Confecom!
A 1a Conferência Nacional de Comunicação se aproxima e os internautas poderão, até 05/12, enviar suas próprias sugestões de temas a serem discutidos. A Conferência vai colocar em pauta as atuais e futuras políticas públicas de comunicação, e a expectativa é grande. As etapas estatais têm reunido um grande número de participantes - a etapa gaúcha, por exemplo, reuniu mais de 500. A Confecom vai acontecer entre os dias 14 e 17/12, em Brasília.
A criação do Conferência Virtual pretende que o debate seja ainda mais ampliado. Todas as propostas enviadas por internautas serão reunidas num documento que será entregue aos delegados participantes da Confecom.
Confira como enviar sua proposta para a Confecom no Conferência Virtual.
Mais um site de torrents pego pela lei
Já vemos isso acontecer há muito tempo: Napster, Audiogalaxy, SuprNova... uma legião de softwares e de websites fechados na luta contra a pirataria de conteúdos. Hoje de manhã, foi a vez de mais um. O Mininova.org publicou em seu site que estaria limitando suas atividades. Agora, o famoso site de torrents oferecerá apenas seu serviço de "Content Distribution", em acordo com a decisão judicial da Corte de Utrecht em agosto. Toda a plataforma do mininova foi fechada, exceto pelo Content Distribution, que já funcionava desde 2007. O serviço permite que artistas e produtores facilmente publiquem seus trabalhos de maneira gratuita através do Mininova. Ou seja, a troca de conteúdos ilegais não será mais possível a partir de hoje através da plataforma.
Confira o post no blog do Mininova em inglês.



