Diorama Comunicação – Blog
20Feb/100

Mídias sociais e a “revolta” brasileira

Na internet, já não é mais novidade: um dos assassinos do menino João Hélio, 6, arrastado por um carro em movimento ano passado, após cumprir pena e completar a maioridade, será levado por uma ONG para a Suíça, junto com a família. O assunto logo subiu para os Trending Topics do Twitter e permanece lá já há alguns dias, trazendo opiniões no mínimo acalouradas e discordantes:

@PLINI0R0DRIGUES: Joao Helio não vai conhecer a Europa. Nunca irá a Disney ou outro lugar. Seu assassino vai a suas custas para a Suiça. Pense sobre isso.

[...]

@matdecarvalho: Porra! o negócio do João Héliode novo? O certo era o que? Deixar o maluco e a família morrerem também? Grande senso de justiça o de vocês.

Não era para menos, afinal, o assunto levanta diversos tipos de polêmica: a discussão da maioridade penal, do sistema penitenciário e de medidas de reintegração à sociedade. Ou seja, um belo punhado de assuntos espinhosos e que, sabemos, ainda levarão um tempinho - sendo bastante otimista - até serem devidamente tratados pelas autoridades.

*update: Quanto a discordar ou concordar, prefiro me abster. Mas gostaria de pensar um pouco sobre esses "levantes" de opinião que o Twitter traz. E no quanto eles realmente têm alguma repercussão ou, sequer, função de debate. Um apanhado de ideias soltas, caóticas e isoladas não significam, necessariamente, um debate. Por mais que ainda haja algum cerne de incômodo nos brasileiros, já era tempo de saber que não adianta só falar ao vento. É bom pensar no que isso difere, na prática, de falar para o próprio espelho. O debate sobre esse tema poderia ser saudável e pertinente, de fato, mas ainda não se estruturou como tal. De qualquer forma, já é um algum começo ver o tema circulando com mais força por aí.