O jornalismo na era do Twitter: apuração, cadê?
Estava lendo umas matérias em portais online e reparando como cada vez mais o twitter é a fonte principal - e às vezes única - de informações para os jornalistas.
O que vem acontecendo bastante nesse esquema de matérias é que o jornalista simplesmente seleciona tweets supostamente relevantes e reproduz aquilo que a celebridade x ou y disse na rede social. Coisa que poderia ser feita por qualquer um que tenha uma conta no Twitter. O trabalho do jornalista aà se resume a dar um bom e velho CTRL+C, CTRL+V da declaração, escrever uma cabeça para a matéria e colocar no ar. Quase não há mais apuração, o que resulta num monte de matérias superficiais que sequer precisavam ter sido feitas - bastava o portal reproduzir a sequência de tweets, a conta da celebridade em questão e fim, nenhum trabalho de redação ou de crÃtica exigidos.
Nesse sentido, realmente, por que discutir a necessidade ou não de um diploma se é assim que o jornalismo está sendo feito - nas coxas? O usuário quer a informação mais rápido e ganha o portal que der primeiro? Sim, isso não está sendo discutido. Mas o quanto realmente se ganha em qualidade, quando a informação é tratada dessa maneira? A que se reduziu o papel do jornalista, especialmente o do jornalista para veÃculos online, nessa situação? Ele passa a ser um mediador de informações não necessariamente confiáveis entre as redes sociais e o público? Mas se o público já está nas redes sociais, qual o diferencial que está sendo promovido?
Enfim, tal qual Sandy disse em seu Twitter sobre a situação do Haiti e das chuvas no Brasil:  pense nisso.
Ah, não, não sigo Sandy. Li num portal online.



January 22nd, 2010 - 18:19
gostei do final do texto. twitter ao contrário é rettiwt… pense nisso.